A esta hora da madrugada...

domingo, 14 de março de 2010
E ainda insisto em sonhar-te nos turvos e estranhos sonhos...
E neles insisto em tomar-te os braços e guardar-te ainda mais do que posso...
E nesta insanidade insisto em pensar que meu ser não mais o é sem o teu e torno a enlaçar-te;
Na ânsia de tornar-me, como se fosse mais possível, mais tua do que meramente minha.
E de tanto precisar-te o corpo para completar-me, perco-me de meus próprios braços soltos e presos a ti.
E nestes sonhos nos quais a falta é a presença tua que a mim mais marca...
Perco-me e acho-te tão mais perto do que a minha própria presença constante...
Que chego a cogitar que sempre fui-te e nunca fui-me nesta inconstância palpitante.
E ainda insisto em sonhar-te nos turvos e estranhos sonhos...

Por: Ana Carolina de Assis

3 comentários:

Renato Junqueira disse...

Cérebro derretendo, parabéns pelo texto complexo! Nos reservou uma discussão literária hehehhe! Bj!!

Anônimo disse...

lindo esse poema ana...!

Anônimo disse...
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